{"id":2,"date":"2019-09-04T15:55:30","date_gmt":"2019-09-04T15:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/josvaldor.maistuga.com\/?page_id=2"},"modified":"2020-05-21T20:42:45","modified_gmt":"2020-05-21T20:42:45","slug":"biografia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/josvaldor.com\/?page_id=2","title":{"rendered":"Biografia"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"130\" height=\"116\" data-attachment-id=\"47\" data-permalink=\"https:\/\/josvaldor.com\/?attachment_id=47\" data-orig-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_icon_round.png?v=1570467475\" data-orig-size=\"130,116\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"osvaldo_icon_round\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_icon_round.png?v=1570467475\" data-large-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_icon_round.png?v=1570467475\" src=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_icon_round.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-47\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Jo\u00e3o Osvaldo Rodrigues<\/strong> nasceu em Lamego, no seio de uma fam\u00edlia crist\u00e3, no ano de 1953.<br> Cedo se sentiu inclinado para a pintura e para a escultura. Momentos da sua obra foram premiados pela Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa.<br> Grande parte da sua obra, quer de pintura, quer de escultura, foi realizada em Lamego e continuada em Braga, cidade onde vive e exerceu a doc\u00eancia.<br> Concebe-se como pintor vision\u00e1rio e conceptual. Assume- se como um estimulador de sensa\u00e7\u00f5es, um provocador.<br> Participou em mais de tr\u00eas dezenas de exposi\u00e7\u00f5es, em localidades como Lisboa, Vendas Novas, Vila Real, Lamego, Peso da R\u00e9gua, Chaves, Moimenta da Beira, Tarouca, Armamar, Resende, Fafe, Porto, Penedono, Sernancelhe, S. Jo\u00e3o da Pesqueira, Meda, Tabua\u00e7o, Viseu, Aveiro, Vieira do Minho, Braga.<br> No \u00e2mbito da gemina\u00e7\u00e3o entre Braga e Medina d\u2019el Campo, tem exposto a sua pintura em Espanha, por entre os maiores enc\u00f3mios.<br> Mas tem tamb\u00e9m obra dispersa pela It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Inglaterra, Irlanda e Esc\u00f3cia.<br> Presentemente promove as cole\u00e7\u00f5es de arte sacra: Cristologia \u2013 \u201cEncontros com Cristo\u201d; Mariologia \u2013 \u201cM\u00e3e de Miseric\u00f3rdia\u201d. E promove uma outra cole\u00e7\u00e3o, de cariz vivencial humano \u2013 \u201cLuas\u201d.<br> Estende ainda a sua mestria \u00e0 escultura. Das esculturas p\u00fablicas por ele realizadas real\u00e7am-se as do Peso da R\u00e9gua, o S. Bento em Lamego, o Genoma e o P\u00e3o Nosso em Braga.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Falando de si pr\u00f3prio\u2026<\/h4>\n\n\n\n<p>Desde muito novo, eu, Jo\u00e3o Osvaldo, senti-me curioso e motivado a seguir as pegadas de alguns irm\u00e3os mais velhos ao v\u00ea-los singrar na arte da pintura a guache, t\u00e9cnica ent\u00e3o utilizada nas aulas de desenho, a que se dedicavam com esmero e competitividade.<br> Ao meu redor via os semblantes alegres dos meus pais que se regozijavam com as evid\u00eancias de express\u00e3o art\u00edstica, cada vez mais apuradas nos seus ensaios.<br> Todos os meus irm\u00e3os rapazes revelavam uma acuidade especial para as artes e os trabalhos que exigiam precis\u00e3o, ao passo que as irm\u00e3s evidenciavam tend\u00eancias musicais e liter\u00e1rias.<br> Em fam\u00edlia respirava-se um ambiente art\u00edstico e liter\u00e1rio vindo do lado cultural do pai, que bem cedo tamb\u00e9m apresentava uma veia art\u00edstica ao executar com elevada mestria trabalhos em pergaminho de iluminuras e ilustra\u00e7\u00f5es com textos escritos em letra g\u00f3tica e letra francesa, a par dos dons de orat\u00f3ria, desafiadores do pensamento, o que muito influenciou os filhos.<br> A atmosfera familiar art\u00edstica criou em mim, aos catorze anos, a vontade de competir com os irm\u00e3os mais velhos, mesmo sabendo das compet\u00eancias de rigor t\u00e9cnico que lhes era titulado no meio escolar e social, pelos concursos locais e pelas exposi\u00e7\u00f5es regulares que continuadamente se efetuavam nos espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade de Lamego.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-medium\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"188\" height=\"300\" data-attachment-id=\"48\" data-permalink=\"https:\/\/josvaldor.com\/?attachment_id=48\" data-orig-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_young.png?v=1570467475\" data-orig-size=\"324,518\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"osvaldo_young\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_young-188x300.png?v=1570467475\" data-large-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_young.png?v=1570467475\" src=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_young-188x300.png?v=1570467475\" alt=\"\" class=\"wp-image-48\" srcset=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_young-188x300.png?v=1570467475 188w, https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_young.png?v=1570467475 324w\" sizes=\"auto, (max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br> A nossa atividade art\u00edstica seguia de perto, se bem que de forma t\u00e9nue, a influ\u00eancia das correntes art\u00edsticas do in\u00edcio do s\u00e9culo vinte, assim como das vindouras, em plena d\u00e9cada de 60.<br> Nos tempos livres, pass\u00e1vamos horas a fio no museu de Lamego a observar o trabalho do Lu\u00eds Amaral, filho do Jo\u00e3o Amaral, ex\u00edmio caricaturista, que era funcion\u00e1rio rececionista; num espa\u00e7o pequenino, \u00e0 luz amarelada de uma l\u00e2mpada, o Lu\u00eds executava c\u00f3pias a \u00f3leo de obras cl\u00e1ssicas de renome. Outras vezes, observ\u00e1vamos a c\u00f3pia de bel\u00edssimas caricaturas do seu pai, das quais retirava algum rendimento, o qual gastava nas tert\u00falias com os amigos na tasca que ficava a meio caminho do palacete dos Gir\u00f5es e a capela do Divino Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m capela da N\u00aa Sr\u00aa do Carmo, a quem e onde eu e todos os irm\u00e3os fomos consagrados.<br> Com o passar dos anos os mais velhos iam saindo de casa, e, no desejo de preencher os meus vazios e gritos interiores que partiam de um tri\u00e2ngulo de for\u00e7as muito dominante na adolesc\u00eancia \u2013 a viv\u00eancia religiosa, a pequenez que sentia face \u00e0 necessidade de ser diferente da sociedade que me rodeava, perante a qual me sentia oprimido, e as intranquilidades perante o meu crescer e perante o meu amanh\u00e3; que presente?, que futuro? -, senti- me desafiado a desenhar a um ritmo t\u00e3o louco que me deixava perdido no tempo.<br> Em paralelo, brotava de mim um grande dil\u00favio existencial, que colocava em causa as minhas capacidades, convic\u00e7\u00f5es e afetos. Do fundo desse desencanto emergia lentamente a for\u00e7a de vontade de desenhar \u2013 livre, espont\u00e2nea e ousadamente.<br> Curiosamente, ocorrendo a visita dos irm\u00e3os mais velhos que traziam consigo um manancial de revistas e livros de arte e trabalhos por eles mesmos realizados, surpreendia- me ver que eu estava a utilizar as mesmas estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o que eram correntes na Europa, sem que tivesse tido acesso a esses meios de consulta.<br> No decorrer do tempo, enquanto me debru\u00e7ava em aprofundar ensaios de rostos, grande parte deles ocorridos no decurso das aulas, experimentava a minha autoconfian\u00e7a na capta\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os que mais caraterizavam e diferenciavam as pessoas que me rodeavam.<br> Sempre tive necessidade de treinar \u2013 n\u00e3o se viesse a perder a fluidez e a ligeireza do tra\u00e7o; uma pequena linha identificava facilmente um de entre dez dos colegas e professores que me rodeavam. O desenho desempenhou um papel especial no decurso da minha adolesc\u00eancia e em toda a minha exist\u00eancia at\u00e9 ao presente, pois subjetiva ou objetivamente est\u00e1 presente em todos os meus trabalhos e obras \u2013 na escola, nos esquemas, no retrato, na pintura, na escultura, na leitura dos espa\u00e7os, na geometria, na moda, na publicidade, na rotulagem de garrafas de vinhos, na leitura do belo.<br> Ainda na minha adolesc\u00eancia, sempre surgiam encomendas de retratos; o m\u00e9todo cl\u00e1ssico era muito comum na \u00e9poca; ainda hoje muitas pessoas n\u00e3o prescindem desse tipo de retrato. No ver\u00e3o, l\u00e1 ia o Jo\u00e3o Osvaldo subir o escad\u00f3rio da Sr\u00aa dos Rem\u00e9dios com o cavalete ao ombro, uma tela e uma pasta de folhas de desenho, para cativar as pessoas de fora a fazer-lhes o retrato \u2013 achava-as sempre diferentes das da terra e seus sorrisos penetrantes ficavam-me guardados por longos tempos.<br> A experi\u00eancia adquirida com o retrato marcou o meu sub \u2026, sei l\u00e1 o qu\u00ea?, que, mesmo na escola de artes, nos ensaios t\u00e3o desejados e queridos do desafio da representa\u00e7\u00e3o dos gestos, sentia com frequ\u00eancia a liberdade destes gestos a ser tra\u00edda pelo tratamento do pormenor.<br> \u00c0 medida que evolu\u00edam os meus n\u00edveis de escolaridade, desenvolvi um interesse e simpatia pela geometria descritiva, que me abriu portas muito importantes, por duas raz\u00f5es:<br> 1 \u2013 Com 16\/17 anos de idade conheci fam\u00edlias de prest\u00edgio social, e desenvolvi apet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o com gera\u00e7\u00f5es distintas, junto de quem me senti acarinhado, dada a proximidade com que era tratado.<br> 2 \u2013 Compreendi e evolu\u00ed muito no sentido da import\u00e2ncia da perce\u00e7\u00e3o e leitura da representa\u00e7\u00e3o das formas no espa\u00e7o. O encantamento com a geometria descritiva foi tal, que cheguei a pintar uma cole\u00e7\u00e3o, aproveitando todas as aprendizagens adquiridas.<br> Esta minha expans\u00e3o social abriu portas para novos desempenhos em diversos espa\u00e7os de exterior e interior, suportes em vidro, mobili\u00e1rio, cer\u00e2mica, parede, papel e cart\u00e3o, litografia, serigrafia, manequim e ferro, que exigiram de mim um aperfei\u00e7oado e atualizado dom\u00ednio de novas e renovadas t\u00e9cnicas.<br> A evolu\u00e7\u00e3o na interpreta\u00e7\u00e3o e conhecimento do espa\u00e7o, o meu pr\u00f3prio crescimento, os feedbacks das aulas de arte, fizeram germinar de novo o encanto da dimens\u00e3o do gesto em tudo quanto \u00e9 forma, e da sua for\u00e7a, quer pela proje\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria forma no momento da perce\u00e7\u00e3o, quer pela capacidade de interpretar e de desferir a vontade no desafio desse impulso para buscar o desconhecido\/ feito. A este respeito, v\u00e1rias vezes fui confrontado por estrangeiros que visitavam as minhas exposi\u00e7\u00f5es, e me questionavam se tinha tido escola na Alemanha, pois a minha pintura lhes lembrava o expressionismo alem\u00e3o.<br> Nessa altura j\u00e1 estava em embri\u00e3o em mim uma rutura sintom\u00e1tica de cariz social, face \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o que a sociedade de Lamego e certos meandros da sociedade em geral denunciavam.<br> Os tempos decorriam enquanto assimilava aos solu\u00e7os o \u00e2mago das novas correntes est\u00e9ticas, de forma muito t\u00edmida, mas j\u00e1 motivadora. A revela\u00e7\u00e3o explosiva da obra de Almada Negreiros, a reflex\u00e3o atenta das obras, os porqu\u00eas dos movimentos surrealistas e dada\u00edstas, e as respetivas manifesta\u00e7\u00f5es em Portugal, a continuada afei\u00e7\u00e3o ao expressionismo, encontraram em mim um fiel entusiasta desses movimentos, pois estava ansioso por retratar a trag\u00e9dia humana.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-medium is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49\" data-permalink=\"https:\/\/josvaldor.com\/?attachment_id=49\" data-orig-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_now.png?v=1570467474\" data-orig-size=\"487,310\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"osvaldo_now\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_now-300x191.png?v=1570467474\" data-large-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_now.png?v=1570467474\" src=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_now-300x191.png?v=1570467474\" alt=\"\" class=\"wp-image-49\" width=\"313\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_now-300x191.png?v=1570467474 300w, https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_now.png?v=1570467474 487w\" sizes=\"auto, (max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br> Enquanto evolu\u00eda no estudo das artes, concorri com quatro telas, estas contextualizadas na trag\u00e9dia humana e alimentadas pelo ensa\u00edsmo das correntes expressionista e surrealista, num concurso nacional de trabalhadores estudantes de artes promovido pela Sociedade Nacional de Belas Artes, no ano de 1976, tendo ganho um primeiro e um terceiro pr\u00e9mios, que me permitiram um conhecimento pr\u00f3ximo e prolongado de Londres e um leitura mais focada e palp\u00e1vel do universo da arte, bem como um aprofundamento do conhecimento do futurismo ingl\u00eas. Enquanto, por um lado, vi alimentado de forma particular o meu saber sobre os movimentos dada\u00edsta e surrealista, por outro lado, senti-me gratificado por ter saboreado lugares e cidades inimagin\u00e1veis.<br> Enquanto me repartia profissionalmente em ensino, ilustra\u00e7\u00e3o de livros, teatro, teatro de fantoches, empreendimentos art\u00edsticos e culturais, ia pintando, sempre em busca de evoluir e corresponder aos motivos que me preocupavam ou me alimentavam a ilus\u00e3o, procurando desenvolver s\u00e9ries, estas muitas vezes interrompidas por novos projetos e solicita\u00e7\u00f5es.<br> De entre tantas, real\u00e7o o projeto de retratar a regi\u00e3o do Douro Sul, depois de realizadas v\u00e1rias paisagens, algumas j\u00e1 ent\u00e3o expostas em espa\u00e7os p\u00fablicos ligados \u00e0s autarquias e adegas. Assim surgiu a motiva\u00e7\u00e3o para retratar a paisagem de forma t\u00e3o quente, t\u00e3o dourada, t\u00e3o colorida quanto o Douro, ao ponto de me apelidarem de \u201cfauve\u201d. Com o desenvolver desta s\u00e9rie de quadros e de outros que entretanto realizava, senti que estava a enveredar por uma corrente conceptual e vision\u00e1ria, a qual me marcou nos tempos mais pr\u00f3ximos.<br> As escolas E.B.2,3 do P\u00easo da R\u00e9gua e Col\u00e9gio de Lamego, onde lecionava, foram motor para p\u00f4r em pr\u00e1tica novos projetos associados ao ferro e ao a\u00e7o dos aros dos ton\u00e9is, tendo-me possibilitado a aprendizagem das t\u00e9cnicas, para poder, sozinho, concretizar as v\u00e1rias obras em ferro que, em Lamego, e mais tarde em Braga, foram seguidas. Em Lamego, destaco a escultura de grande porte que est\u00e1 fixada na fachada do Col\u00e9gio. Na Escola E.B.2,3 do P\u00easo da R\u00e9gua, mant\u00e9m-se vivas a obra de escultura e um painel de azulejo.<br> Ocorrida a minha vinda para Braga, senti a vivacidade da din\u00e2mica das suas galerias de arte, o carinho com que fui recebido, a credita\u00e7\u00e3o que me foi confiada ao desejarem quadros meus em suas casas, e cedo, em 2003, preparei a minha primeira exposi\u00e7\u00e3o na Casa dos Crivos. Aqui viria ainda a expor mais tarde, em 2015. Ali\u00e1s, todos os anos, em particular desde 2012, tenho pelo menos uma exposi\u00e7\u00e3o em Braga. A minha vinda para Braga em 2001 foi assinalada com a coloca\u00e7\u00e3o de uma escultura de consider\u00e1vel envergadura intitulada \u201cO P\u00e3o Nosso\u201d na \u00e1rea pr\u00f3xima da bas\u00edlica do Sameiro, mais tarde transferida para a \u00e1rea do jardim das oliveiras.<br> Em breve me dei conta de que necessitaria de fazer algo nunca feito \u2013 desenvolver a arte sacra, de forma a ser vivenciada por todos os estratos sociais no sentido de se deixarem tocar pelo \u201csal\u201d, pelo tempero dialogante, pela forma como abordo a mensagem de f\u00e9 na Sant\u00edssima Trindade e em Maria.<br> At\u00e9 hoje tenho acarinhado e desenvolvido as dimens\u00f5es de Cristologia e Mariologia, com a sempre dispon\u00edvel e atenta ajuda do senhor C\u00f3n. Doutor Jos\u00e9 Paulo Abreu, tamb\u00e9m Diretor do Museu Pio XII, a quem agrade\u00e7o tudo quanto me tem ensinado, e todos os empurr\u00f5es para poder ter levado estas cole\u00e7\u00f5es a bom termo, e ter sabido aturar as minhas espontaneidades e ousadias de pensamento e divaga\u00e7\u00f5es perante assunto t\u00e3o s\u00e9rio.<br> Ao lado do desenvolvimento destas cole\u00e7\u00f5es enveredei pela pintura de uma cole\u00e7\u00e3o intitulada \u201cLuas\u201d, atrav\u00e9s da qual eu narro peda\u00e7os da minha exist\u00eancia e da minha conce\u00e7\u00e3o de sociedade.<br> Em todas estas cole\u00e7\u00f5es vejo-me como um pintor conceptual e vision\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-medium is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"50\" data-permalink=\"https:\/\/josvaldor.com\/?attachment_id=50\" data-orig-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_braga.png?v=1570467473\" data-orig-size=\"483,862\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"osvaldo_braga\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_braga-168x300.png?v=1570467473\" data-large-file=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_braga.png?v=1570467473\" src=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_braga-168x300.png?v=1570467473\" alt=\"\" class=\"wp-image-50\" width=\"168\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_braga-168x300.png?v=1570467473 168w, https:\/\/josvaldor.com\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/osvaldo_braga.png?v=1570467473 483w\" sizes=\"auto, (max-width: 168px) 100vw, 168px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br> Agrade\u00e7o a todos os membros das fam\u00edlias onde cresci e cres\u00e7o, no meu projeto, e aos meus filhos em particular, minha irm\u00e3 que reside em Braga, e amigos, pelo bem me quererem, pela paz dos seus abra\u00e7os. Tamb\u00e9m agrade\u00e7o a todos os que acreditaram e confiaram no meu projeto, e adquiriram bagos da t\u00e3o imensa obra dispersa pelo pa\u00eds de norte a sul, e no estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O pintor e escultor, Jo\u00e3o Osvaldo Rodrigues<br><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Osvaldo Rodrigues nasceu em Lamego, no seio de uma fam\u00edlia crist\u00e3, no ano de 1953. Cedo se sentiu inclinado para a pintura e para a escultura. Momentos da sua obra foram premiados pela Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. 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